Tuberculose, infecção que mata 1,5 milhão de pessoas por ano
Exames preventivos, nova estrategia para acabar com a tuberculose que mata 1,5 milhão todo ano
26-03-2020 21:01:48 (301 acessos)
Tuberculose é a doença infecciosa mais mortal do mundo. Afetou 10 milhões de pessoas e foi responsável pela morte de 1,5 milhão. Há mais de 50 anos autoridades de saúde vem anunciando combate à moléstia, mas parece que os esforços não tem êxito, porque a incidência é parte da precariedade das economias. Organização Mundial da Saúde (OMS) está falando (20200324) que espera prevenir a TB por meio de tratamento preventivo. Tarefa grande porque o bacilo infecta um quarto da população mundial.

Essas pessoas não estão doentes ou contagiosas; no entanto, correm um risco maior de desenvolver a TB, especialmente aquelas que têm um sistema imunológico enfraquecido. Oferecer tratamento preventivo contra a tuberculose não apenas servirá para protegê-las da doença, mas também reduzirá o risco de transmissão comunitária.

“A COVID-19 está demonstrando como podem ser vulneráveis, pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunológicos debilitados”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“O mundo está comprometido em acabar com a tuberculose

até 2030. Melhorar a prevenção é a chave para fazer isso

acontecer. Milhões de pessoas precisam receber tratamento

preventivo contra a tuberculose para deter o aparecimento

da doença, prevenir o sofrimento e salvar vidas”.

Tedros destacou ainda a importância de dar continuidade aos esforços relacionados a problemas de saúde de longa data, como a TB, durante surtos mundiais como o causado pelo novo coronavírus.

Ao mesmo tempo, os programas existentes para combater a tuberculose e outras doenças infecciosas importantes podem ser aproveitados para melhorar a eficácia e a velocidade da resposta à COVID-19.

Embora tenha havido algum progresso no sentido de alcançar as metas estabelecidas na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre TB, em 2018, pouca atenção foi dada ao tratamento preventivo da doença.

Os líderes mundiais se comprometeram a garantir o acesso ao tratamento preventivo da tuberculose até 2022 para um mínimo de 24 milhões de pessoas em contato com outras com tuberculose ativa e 6 milhões de pessoas com HIV.

Até o momento, apenas uma pequena parte desse objetivo foi alcançada: em 2018, os países administraram o tratamento preventivo da TB a menos de 430.000 contatos e 1,8 milhão de pessoas.

A tuberculose continua sendo a principal causa de

morte entre as pessoas vivendo com HIV. O tratamento

preventivo da TB trabalha em sinergia com a terapia

antirretroviral para prevenir a doença e salvar vidas.

Governos, serviços de saúde, parceiros, doadores e sociedade civil devem redobrar esforços para aumentar o acesso ao tratamento preventivo da TB aos níveis previstos.

As novas diretrizes unificadas recomendam várias abordagens inovadoras para expandir o acesso ao tratamento preventivo da TB.

A OMS recomenda expandir a aplicação do tratamento preventivo da TB entre as populações de maior risco, como contatos domésticos de pacientes, pessoas vivendo com HIV e outras pessoas em risco de ter imunidade reduzida ou viver em condições de superlotação.

A OMS recomenda integrar os serviços de tratamento preventivo da tuberculose nas atuais atividades de detecção de casos de TB. Recomenda-se que todos os contatos domiciliares de pacientes com TB e pessoas com HIV sejam rastreados quanto à TB ativa. Se a TB ativa for descartada, o tratamento preventivo da doença deve ser iniciado.

A OMS recomenda a realização de prova tuberculínica ou ensaio de liberação de interferon gama (IGRA) para detectar a infecção por TB. Ambos os testes são úteis na detecção de pessoas com maior probabilidade de se beneficiar do tratamento preventivo da TB, mas não devem se tornar uma barreira à expansão do acesso.

O teste da infecção por TB não é necessário antes do

início do tratamento preventivo da tuberculose em

pessoas vivendo com HIV e em crianças menores de 5

anos que estão em contato com pessoas que têm tuberculose

ativa. A OMS recomenda novas e mais curtas opções de tratamento

preventivo, além da profilaxia diária com isoniazida por 6 meses.

As alternativas mais curtas recomendadas atualmente incluem a administração diária de rifapentina em combinação com isoniazida por um mês; administração semanal de rifapentina em combinação com isoniazida por três meses; administração diária de rifampicina em combinação com isoniazida por três meses; ou a administração diária de rifampicina durante quatro meses.

Ao mesmo tempo que pessoas de todo o mundo se reúnem para lembrar o Dia Mundial contra a Tuberculose, a OMS chama governos, comunidades afetadas, organizações da sociedade civil, prestadores de cuidados de saúde, doadores, parceiros e indústria a juntarem forças e intensificarem a resposta à TB. Apelo é dirigido especialmente em relação ao tratamento preventivo da doença, para garantir que ninguém seja deixado para trás”. Foi o que disse Tereza Kasaeva, diretora do Programa Mundial contra a Tuberculose da OMS.

“As novas orientações da OMS mostram o caminho

a seguir para milhões de pessoas acessarem

rapidamente novas ferramentas e opções mais curtas e

seguras para tratamento preventivo. A hora de agir é agora”.

Para ter acesso às novas orientações, clique aqui.

 

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