Recessão é o maior perigo e exige respostas dos governos
Prejuizos serao reduzidos se coronavirus, Covid-19 for logo controlado. Perdas ja sao US$ 50 bilhoes
25-03-2020 13:08:57 (109 acessos)
Recessão é ameaça mais séria do que o próprio avanço da infecção pelo coronavírus. Mercado financeiro com tropeços, moedas desvalorizadas exageradamente, queda nos preços de commodities e retração da produção industrial. São apenas alguns itens negativbos da economia global, batendo às portas de cada cidadão do mundo. Europa entrará em recessão nos próximos meses. Alerta saiu Genebra, e foi dado por economistas da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento).

Recessão, perigo iminente

De acordo com a UNCTAD, é quase certo que a Europa entrará em recessão nos próximos meses; e a economia da Alemanha é particularmente frágil, mas a economia italiana e outras partes da periferia europeia também estão enfrentando tensões muito sérias agora, como consequência das tendências dos últimos dias.

Descrevendo muitas partes da região da América Latina como igualmente vulneráveis, falou que a Argentina, em particular, “terá dificuldades como consequência dos efeitos indiretos dessa crise”.

Commodities e Dólar mais forte

Os chamados países menos desenvolvidos, cujas economias são impulsionadas pela venda de matérias-primas, também não serão poupados.

“Os países em desenvolvimento altamente endividados, particularmente os exportadores de commodities, enfrentam uma ameaça específica”, graças aos retornos mais fracos das exportações vinculados a um dólar norte-americano mais forte, afirmou Kozul-Wright.

A probabilidade de um Dólar mais forte, à medida que os investidores buscam um porto seguro para o dinheiro, e a deterioração dos preços das commodities à medida que a economia global desacelera, significa que os exportadores de matérias-primas são particularmente vulneráveis.

Prejuízos de US$ 1 trilhão

“Em última análise”, acrescentou Kozul-Wright, “são necessárias respostas políticas dedicadas e reformas institucionais, para evitar que o temor de saúde localizado em um mercado de alimentos na China Central, se transforme em colapso econômico global.”

Além das trágicas consequências humanas da pandemia de coronavírus COVID-19, a incerteza econômica "provavelmente custará à economia global 1 trilhão de dólares em 2020", afirmou na segunda-feira (9) a agência de comércio e desenvolvimento da ONU, UNCTAD.

“Prevemos uma desaceleração da economia global para menos de 2% neste ano, e isso provavelmente custará 1 trilhão de dólares, em comparação com o que as pessoas estavam prevendo em setembro”, disse Richard Kozul-Wright, diretor da divisão Globalização e Estratégias de Desenvolvimento na UNCTAD.

Ao lançar o relatório da UNCTAD enquanto os mercados financeiros mundiais caíam diante das preocupações com as interrupções da cadeia de suprimentos da China e a incerteza no preço do petróleo entre os principais produtores, Kozul-Wright alertou que poucos países devem ficar ilesos aos impactos financeiros do surto.

Um cenário no qual a economia mundial cresça apenas 0,5% envolveria “um impacto de 2 trilhões de dólares”, disse ele, acrescentando que o colapso dos preços do petróleo “contribui para esse crescente sentimento de desconforto e pânico”.

Colapso, como evitar

“Agora existe um grau de ansiedade que está muito além dos problemas de saúde, que são muito sérios e preocupantes.”

Para combater esses temores, os governos precisam evitar o tipo de colapso que pode ser ainda mais prejudicial do que aquele que provavelmente ocorrerá ao longo do ano, insistiu Kozul-Wright.

Questionado sobre como diferentes países podem reagir à crise, incluindo a China — onde o vírus surgiu pela primeira vez em dezembro — e os Estados Unidos, o economista sênior da ONU disse que o governo chinês provavelmente introduzirá “medidas expansionistas” significativas — o que significa aumento de gastos e redução de impostos.

“Provavelmente (o governo chinês) fará isso”, disse ele. “O governo dos EUA, em um ano eleitoral, também precisará responder de uma maneira que não seja simplesmente cortar impostos e reduzir as taxas de juros? Eu suspeito que isso funcionaria.”

Voltando-se à Europa e à zona do Euro, Kozul-Wright observou que a economia já estava apresentando um desempenho “extremamente ruim no final de 2019”.

Pandemia não ameaça o mundo

Apesar de ter se tornado pandemia, "o mundo não está à mercê do coronavírus”,

disse em Genebra (Suiça) o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros

Adhanom Ghebreyesus. Considera importante não deixar que informações sombrias,

como o fato de o número de infecções ter ultrapassado os 100 mil em todo o mundo,

desanimar o ímpeto de conter a doença. Lembra que 93% das mortes até agora

ocorreram em apenas em quatro países. Seria “a primeira pandemia da

história que poderia ser controlada. O ponto principal é que não estamos à mercê do vírus ”.

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20200304 - 20:12 horas

 

Impactos do coronavírus serão

muito graves se demorar o controle

Depende das reações dos governos e do tempo de duração para controle das infecções, os danos à economia global causados ​​pelo novo coronavírus COVID-19. Avaliação é dos economistas da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Após reunião de análise, anunciaram (20200304) que haverá um declínio da ordem de US$ 50 bilhões nas exportações mundiais de manufatura somente em fevereiro. Só a União Europeia deve perder US$ 15,5 bilhões.

Dados econômicos preliminares analisados ​​pela UNCTAD, em Genebra, indicam que as medidas de contenção do vírus na China (onde o surto começou no final de dezembro) já causaram um “declínio substancial na produção” global.

Os maiores impactos devem ser sentidos por União Europeia (US$ 15,5 bilhões), Estados Unidos (US$ 5,8 bilhões) e Japão (US$ 5,2 bilhões). Foi o que anunciou Pamela Coke-Hamilton, chefe da Divisão de Comércio Internacional e Commodities da UNCTAD.

Para economias em desenvolvimento que dependem da venda de matérias-primas, os efeitos podem ser sentidos “muito mais intensamente”.

“Supondo que não seja mitigado no curto prazo, é provável que o impacto geral na economia global seja significativo em termos de uma desaceleração negativa”.

Maior queda desde 2004

Citando o índice dos gerentes de compras (PMI) do setor de manufatura na China, a economista da UNCTAD observou que este havia caído para 37,5; uma baixa de cerca de 20 pontos, a menor leitura desde 2004.

“Isso também se correlaciona diretamente com as exportações e também implica uma queda de 2% nas exportações globais”. com um resultante “efeito cascata” em todo o mundo “será uma queda de US$ 50 bilhões nas exportações”.

Como a China se tornou o principal fornecedor de produtos acabados e dos chamados produtos “intermediários” usados ​​em inúmeras indústrias (produtos químicos a produtos farmacêuticos e peças para câmeras digitais e indústria automobilística), as preocupações com a interrupção de longo prazo nas cadeias de suprimentos do País, têm aumentado e deixado muitas empresas temerosas pelo mundom, de que a própria produção possa ser afetada em breve, disse a UNCTAD.

“É claro que, se o vírus continuar se espalhando e ficar fora de controle, e vermos fechamentos não apenas na China, mas também na Índia e nos EUA e em qualquer outro lugar do mundo, seria um grande problema”. Está e a visão de Alessandro Nicita, da Divisão de Comércio Internacional e Commodities da UNCTAD.

“Em última análise, o impacto econômico do contágio depende das medidas que os países adotam para conter o vírus. Portanto, a China fez um ótimo trabalho em conter o vírus, mas sacrificou um pouco a economia, pelo menos nas primeiras semanas. Então, os planos de fechamentos, restrição à circulação de pessoas, são todos necessários; mas há um efeito econômico quando você toma essas medidas.”

Além da queda nos níveis de produção, a UNCTAD também destacou uma diminuição no número de navios porta-contêineres que deixaram Xangai na primeira quinzena de fevereiro (de cerca de 300 por semana para 180), que retornaram aos níveis normais na segunda metade do mês.

“No momento, o impacto nas cadeias globais de valor, já está sendo sentido e provavelmente continuará por alguns meses”, disse Coke-Hamilton. “Mas, se houver recuperação, digamos nos próximos meses, o impacto a longo prazo ou ao longo do ano será um pouco diferente e melhor. Então, depende do que acontecer na China.”

Produção nacional

Respondendo a perguntas sobre se os países podem reagir a um potencial aperto na cadeia de suprimentos mirando os fabricantes nacionais, os economistas da UNCTAD explicaram que tal medida provavelmente não seria eficaz a curto prazo.

“A China construiu uma enorme logística (logística de transporte) com portos, rotas de embarque, aviões que são capazes de transportar todos esses bens para dentro e fora da China”, explicou Nicita.

“Agora, sim, algumas indústrias podem encontrar algum tipo de fornecedor alternativo, como no México ou na Europa Oriental, mas isso exigirá ainda mais tempo, porque não apenas a produção precisa ser movida, mas também a infraestrutura relacionada à logística deve ser construída.”

Coke-Hamilton acrescentou: “foi o mesmo argumento usado quando o presidente dos EUA pensou que a imposição de certas medidas em certos países transferiria a produção de volta aos Estados Unidos. Nunca é tão fácil, porque quando as empresas se mudam e realocam, montam seus setores e estruturas de logística, é muito difícil mudar a curto prazo.”

 

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