Alemanha doa ao Brasil 25,5 milhões de Euros para apoio à produção
Criar gado na Amazonia Legal agora so com o rigor da lei e preservacao dos recursos naturais
10-12-2019 01:03:29 (234 acessos)
Soluções tecnológicas e extensão rural de excelência, para tornar sustentável a produção de alimentos é o que buscam os governos do Brasil e Alemanha, com um acordo de cooperação assinado em Brasília (191209) pela ministra Tereza Cristina, da Agricultura e o embaixador da Alemanha Georg Witshel. Documento exige que a produção não sacrifique recursos naturais e respeitem as leis. É o pressuposto para o repasse de 25,5 milhões de Euros.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai criar o Índice de

Adequação Socioambiental para qualificação das cadeias produtivas de

carne, soja e madeira no Amazonas, no Mato Grosso, no Pará, em

Rondônia e no Tocantins. A iniciativa, para favorecer a conservação da

Floresta Amazônica, faz parte de um projeto de cooperação técnica

entre o Brasil e a Alemanha para o período de 2020 a 2024.

Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (CAR) vai nortear o índice agora criado e previsto no Código Florestal Brasileiro. Também será a base para as guias de transição de controle da circulação de animais destinados ao corte e também informações da fiscalização contra a exploração de trabalho análogo à escravidão.

Cooperação entre os dois países prevê contraparte brasileira de 12 milhões de Euros para que seja possível aproveitar a doação alemã de 25,5 milhões de Euros.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento explicou o acordo brasileiro-germânico como meio de “criar ferramentas para acompanhar a situação socioambiental das cadeias produtivas, gerar agregação de valor aos produtos com bons índices de sustentabilidade, fornecer assistência técnica e gerencial para os produtores com baixos índices de sustentabilidade”.

 “Quem estiver bem, vai ganhar impulso para ter mais qualidade e renda. Aqueles que estiverem abaixo dos indicadores aceitáveis terão que ter a mão do Estado e assistência técnica para que ultrapassem essa linha, possam ser produtivos”. É a explicação advertência dada por Tereza Cristina.

Ministra falou que é preciso trazer as pessoas para dentro e fazer

com que entendam que a tecnologia vai gerar renda. “[Com] essa

renda vai ser possível que elas conservem e tenham melhor padrão

de vida, dentro da tecnologia”. Cristina ressaltou que a intenção não

é excluir nenhum produtor, mas fazer com que todos atuem sem

desmatar, com sustentabilidade e respeitando às leis.

Carne na Amazônia

Foco inicial do projeto é a produção de carne nos estados da Amazônia Legal. “Esse acordo de cooperação é importantíssimo principalmente para a pecuária. Quero batizá-lo de ‘nova carne’”, disse Tereza Cristina. Acredita que a iniciativa ajudará os produtores e abrirá mercado.

Georg Witshel reconheceu que o tratado de livre comércio com o Mercosul vai aumentar as exportações de carne do Brasil para a União Europeia. Opina que esse comércio depende do respeito às regras do Acordo de Paris (2015) que, entre outras coisas, prevê proteção contra a mudança do clima.

“Apoiamos os esforços do Ministério para desenvolver soluções tecnológicas e promover a extensão rural de excelência, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade na produção agrícola. Estamos convencidos de que isso vai melhorar o posicionamento e as oportunidades de mercado para os produtos agrícolas do Brasil e, contribuir com a harmonização dos objetivos de conservação dos recursos naturais e da Floresta Amazônica”.

De acordo com dados do Ministério da Economia, a carne bovina congelada equivale a 1,1% das exportações brasileiras para a União Europeia, celulose a 6,2%, e soja a quase 13% - somados farelo e resíduos da extração de óleo de soja e soja triturada, segundo dados de 2018.

 

Fonte: Agência Brasil - Embaixada da Alemanha
 

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