Brasil terá queda nas exportações com tarifa ao aço e alumínio
Tarifa real para aco e aluminio, desafio entre Donald Trump e Jair Bolsonaro. Foto PR, Alan Santos.
02-12-2019 11:10:18 (403 acessos)
Queda nas exportações brasileiras é a consequência imediata da decisão do presidente Donald Trump, que restaura as tarifas do aço e alumínio adquiridos no País. Medida afeta o segmento industrial que ainda padece de uma ociosidade em torno de 25% e está empenhado na recuperação. Pela estratégia da política de valorização da moeda Dólar perante o Real, está sendo gerada uma nova dificuldade para o setor que busca recuperar a capacidade competitiva.

Análise do professor de Economia na UFPR (Universidade Federal do Paraná), Vamberto de Santana, assessor da Federação do Comércio no Estado do Paraná (FECOMÉRCIO), mostra a importância para a indústria e a economia brasileira, dos produtos ora tarifados por Donald Trump. Segmento já vinha sofrendo com a queda na produção e está tentando se recuperar de índices altamente negativos. No início do Governo Michel Temer a indústria de transformação padecia de nada menos que 85% de ociosidade.

A medida em nome dos EUA, é uma reação do presidente Donald Trump, justamente diante da desvalorização da moeda e atinge a Argentina, onde a economia está ainda mais deteriorada. Afeta de forma direta a competitividade brasileira, que adota políticas visando a recuperação. Aço e alumínio são itens essenciais para esses obetivos.

Atitude do Governo dos EUA não era ao todo descartada

pelos estrategistas. Diante da conjuntura política que

atravessa Donald Trump, o gesto pode capitalizar em

favor do Presidente, um dos maiores empresários daquele

País e do mundo. O aceno é de proteção aos empresários

e pode ajudar em decisões perante o Congresso norteamericano.

Trump está recomendando que “o Federal Reserve [Banco Central dos Estados Unidos] tome atitude para que os países (Brasil e Argentina) não tirem mais proveito do nosso Dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa”.

No final de agosto de 2019, o Governo americano flexibilizou as importações do aço e alumínio quando decidiu que companhias norte-americanas que negociarem aço do Brasil não precisariam pagar 25% a mais sobre o preço original desde que provem que há ausência de matéria-prima no mercado interno. O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos. 

Na última sexta-feira (191129) a moeda norte-americana voltou a subir atingindo, em valores nominais (desconsiderando a inflação) o segundo maior nível desde a criação do Real. O Dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,241, com alta de R$ 0,025 (+0,58%).

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro está confiante numa

reversão para a medida adotada por Trump. Confia em

conversas suplementares que podem dar continuidade

mas tarifas de do mês de agosto. Mas o dirigente brasileiro

aguarda instgruções de Paulo Guedes, ministro da Economia.

 

 

 

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