Transformação digital vai revolucionar a economia do Brasil e do mundo
Revolucao digital vai causando impactos sobre as economias de todo o mundo. Tecnologia 5G o topo.
13-11-2019 21:37:40 (356 acessos)
Uma revolução na economia mundial com previsão de aporte financeiro da ordem de US$ 3,8 trilhões ou R$ 15,86 trilhões até o ano 2030, é o que prevê estudo da Ericsson focando na "transformação digital" em andamento. Acredita que esse avanço está ligado à digitalização industrial e de todos os segmentos vivos da economia. Nova realidade foi colocada no workshop promovido em Brasília (191113) Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

“Transformação digital”, envolve a coleta e processamento de grandes quantidades de dados, a aplicação de uma série de novas tecnologias, como o 5G e a inteligência artificial, e a disseminação de dispositivos tanto para usuários (como smartphones) quanto nas atividades econômicas, como em linhas de montagem.

Estudo da companhia também mapeou quais setores têm

maior potencial de geração de receitas neste montante que

pode ser gerado com a digitalização. A área de saúde pode

chegar a 21% dessas verbas, seguida pela indústria (19%);

segmento automotivo e energia (12%); mídia,

entretenimento e segurança pública (10%).

Na avaliação dos presentes no evento, o processo de digitalização vai alterar sobremaneira a forma como as atividades econômicas estão estruturadas. Um novo conjunto de negócios ganha importância, relacionado à fabricação de dispositivos, oferta de serviços de conectividade e infraestrutura, habilitação de serviços (como plataformas) e provimento de aplicações (como redes sociais, mecanismos de busca, comércio eletrônico, transporte etc.).

5G, nova geração móvel

Do total projetado pela Ericsson, US$ 1,5 trilhão (R$ 6,2 trilhões) está relacionado à implantação do ecossistema do 5G. Essa nova geração dos serviços móveis é apontada não apenas como uma evolução das tecnologias móveis, mas uma mudança qualitativa que pode permitir uma série de novas aplicações a partir de um tráfego de alta velocidade que pode ser acessado por dispositivos móveis.

Tiago Machado, representante da Ericsson disse que o 5G terá um papel chave para impulsionar a digitalização. “Antes ninguém sabia o que era 5G e agora só se fala nisso. Quebra cadeias tradicionais de valor. O carro é basicamente o que era 100 anos atrás. A partir do 5G, além da evolução do acesso móvel, a gente tem toda uma expectativa de digitalização de diferentes setores”.

Adriana Sarkis, coordenadora política e regulatória da GSMA para América Latina, destacou a importância dos equipamentos e serviços móveis, de smartphones à banda larga móvel, no fenômeno da transformação digital hoje, e reforçou que a chegada do 5G pode ampliar essa participação.

“Economicamente falando, só no ano de 2018, US$ 1,1 trilhão

(R$ 4,6 trilhões) da economia global foi influenciado pelo

ecossistema móvel. Com advento do 5G, dentro dos próximos

15 anos essa tecnologia deve contribuir com US$ 2,2 (R$ 9,2 trilhões)

para a economia global”, projetou a coordenadora, cuja entidade

é uma das maiores analistas do mercado móvel do mundo.

Para Sarkis, as mudanças se darão em três frentes. A primeira está ligada aos usuários. Em 2018 havia cerca de 5 bilhões de usuários de smartphones no mundo. A previsão da GSMA é que este número suba para 6 bilhões até 2025. As práticas históricas de comunicação utilizando esses dispositivos tendem a se ampliar para diferentes atividades, como transações financeiras a aplicações de comércio eletrônico.

Internet das coisas

Um segundo movimento está vinculado à evolução tecnológica. Atualmente, o 4G é o padrão dominante no mundo. A expectativa da GSMA é que até 2025 existam 14 bilhões de conexões em 5G, representando quase metade de todos os países. “É uma transição de tecnologia porém mais disruptiva. Permitir muito mais nas redes, como manipulação remota, dar apoio à indústria 4.0 e ofertar uma internet móvel de altíssima velocidade”, disse a representante da GSMA.

Um terceiro vetor de mudança está nos aparelhos. Em 2018, os smartphones representavam 60% das conexões à Internet e a projeção é que representem 80% até 2025. Contudo, a grande transformação deve estar no crescimento de equipamentos que se comunicam com outras máquinas, indo além do tradicional aparelho e serviço voltado ao consumidor. Esse ambiente vem sendo chamado de Internet das Coisas. Entre 2018 e 2025, a GSMA estima que o número de dispositivos conectados saia de 9 bilhões para 25 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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