INPE vai monitorar caatinga, mata atlântica, pampa e pantanal
06-11-2019 22:39:59 (501 acessos)
Até o final de 2019 deve sair o primeiro mapa do desmatamento dos miomas caatinga, mata atlântica, pampa e pantanal, abrangendo período a partir de 2016. Dados serão periódicos. Sistema está sendo estruturado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em um projeto apoiado pelo Fundo Amazônia com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O custo do levantamento foi estimado em R$ 49,8 milhões.

O mapeamento é feito no mesmo modelo do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que também é usado para acompanhar a destruição da vegetação nativa no Cerrado. O monitoramento na Amazônia é feito desde 1988 e o do Cerrado, desde 2014. O sistema que vai englobar os demais biomas começou a ser desenvolvido em 2017.

Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do Inpe, Cláudio Almeida, os primeiros dados deverão ser divulgados ainda em 2019. Será possível ver o que houve de supressão de vegetação nos quatro biomas desde 2016 até 2019. A partir de 2020 serão publicados relatórios anuais, de acordo com o pesquisador.

Primeiros resultados

Dados preliminares mostram que, até 2016, foram suprimidos 43,8% da vegetação nativa do Pampa e 15,5% do Pantanal. De acordo com Almeida, apesar do ritmo de desmatamento nessas regiões ser menor do que no Cerrado e na Amazônia, tais biomas também sofrem com destruição contínua. “Nos outros biomas ainda se percebe uma pressão, não com a intensidade que existe nas fronteiras agrícolas, como Cerrado e Amazônia”. A apresentação foi feita (191106) durante o evento DroneShow & MundoGEO Connect PLUS 2019.

Exceção é a Mata Atlântica, bioma em que existe um processo de regeneração em algumas áreas antes ocupadas por atividades econômicas e que têm sido deixadas de lado. “No Vale do Paraíba, foram abandonadas algumas áreas que eram muito ocupadas com pecuária”.

Informações do monitoramento também vão embasar os inventários de emissões de gases do efeito estufa, apresentados pelo Brasil nas conferências do clima das Nações Unidas.

 

Fonte: Agênjcia Brasil
 

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