Até dezembro sai acordo Brasil-Paraguai, para compra de energia de Itaipu
Compra de energia de ITAIPU do Paraguai, decide em 2019: general Silva e Luna. Foto Cleia Viana.
30-10-2019 21:19:15 (466 acessos)
Sai ainda em 2019 o acordo para que o Brasil compre energia produzida por ITAIPU no Paraguai. "Eletrobras e a paraguaia Ande estão em negociação para fechar uma nova ata", anunciou na Câmara Federal, o diretor-geral da companhia brasileira, General Joaquim Silva e Luna. Lembrou que o acordo em assinado em maio foi anulado em agosto e avaliou que decisão leva em conta 41,4% no aumento do consumo paraguaio desde 2015; mas os pagamentos não passaram de 6,7%.

Silva e Luna participou de audiência com parlamentares na Comissão de Minas e Energia. Explicou que a ata anulada corrigia esses pagamentos em 61%, mas foi motivo de protestos no Paraguai e quase provocou a queda do presidente Mario Abdo Benítez. O governo brasileiro acabou concordando com a anulação pedida pelo Paraguai.

 

Acordo com o Paraguai vem sendo renovado

todo ano porque os dois países têm que dizer 

quanto vão contratar de energia. Em geral o

Brasil consome 85% da produção, mas sempre há uma

parcela que é negociada ao longo de 12 meses.

Denúncias

Mas, além da discordância atual sobre o novo acordo; a imprensa noticiou, e isso foi relatado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP); que o suplente de senador pelo PSL, Alexandre Giordano, teria participado de reuniões com a Ande como representante de uma empresa brasileira de energia, a Léros. Estaria interessado em mudar uma parte do acordo que permitiria que a estatal paraguaia vendesse energia diretamente no mercado brasileiro, o que é proibido hoje pelo texto do tratado constitutivo da usina.

Deputado Rubens Otoni (PT-GO) considerou as denúncias graves. "E não é uma denúncia qualquer. Levou a várias consequências no País vizinho. Levou à queda de Ministro, a afastamentos de várias autoridades do Governo e inclusive colocando sob risco de impeachment o próprio presidente".

Silva e Luna lembrou que Itaipu não negocia o acordo e sim a Eletrobrás, mas afirmou que as pessoas citadas nas reportagens não estiveram na usina. Também disse que a venda direta de energia pela Ande nunca fez parte da negociação.

Cogitou o diretor-geral ter havido alguma negociação paralela, mas com vistas à revisão do tratado em 2023. "Isso pode ter sido tratado lá com a Ande? Pode ter sido, mas não entramos nesse detalhe. Nunca foi tratada em nenhuma reunião das altas partes, a permissão de negociação da Ande com outra empresa no Brasil. Não é possível, o tratado não permite isso".

Em 2023, será quitada a dívida formada para a

construção da usina, em 1973. Nessa época,

também será revisto o tratado entre os dois

países. Brasil e Paraguai terão à disposição,

então, pouco mais de US$ 2 bilhões para

investimentos na empresa ou para reduzir tarifas.

 

Fonte: Agência Câmara - Silvia Mugnatto
 

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