Igreja católica tem 1 ano para criar delegacias de crimes sexuais
Papa Francisco quer dioceses dando toda atencao a denuncias de crimes sexuais por religiosos
18-06-2019 18:41:56 (1385 acessos)
"Vos estis lux mundi" que em Latim significa "Vós sois a luz do mundo", é o decreto do Vaticano, assinado pelo Papa Francisco (190609) que torna obrigatória a denúncia às autoridades da Igreja Católica, quando houver suspeita ou conhecimento de crimes de agressão e abusos sexuais praticados por religiosos. Documento pontifical determina que até junho de 2020, toda diocese deverá ter criado facilidades para a recepção dessas notícias de ilícitos.

Decreto do Papa fala em "sistemas acessíveis" para recebimento das notícias-crime.  Já antecipa até o prazo de 90 dias para o exame sobre a veracidade e preparo de documentação. Se as denúncias envolverem altas autoridades eclesiásticas, como bispos, cardiais; determina que as notificações sejam feitas diretamente à Santa Sé, que é o Estado do Vaticano. 

Ordenamento criado pelo Papa argentino, facilita inclusive técnicas de investigação e uso de recursos modernos para se chegar á verdade, num esforço concreto contra os crimes sexuais no ambiente religioso. Refere-se o Decreto, como crimes o ato de forçar alguém, com violência, ameaça ou abuso de autoridades; cometer pedofilia ou ter relação com pessoa vulnerável; produzir, exibir, ter ou distribuir material pornográfico infantil. 

Afirma o Papa que "os crimes de abuso sexual provocam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis". Por isso orienta todos os religiosos a acolher, escutar e acompanhar as vítimas e famílias com assistência espiritual, médica, terapêutica e psicológica.   

"Para que tais fenômenos, em todas as formas, não mais aconteçam, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja". Segundo Jorge Bergoglio, o Papa Francisco, é preciso que "se adotem, a nível universal, procedimentos tendentes a prevenir e contrastar estes crimes que atraiçoam a confiança dos fiéis".

Mesmo após o Decreto, Papa Francisco anunciou que vai continuar reforçando leis, bem como acentuar diretrizes na Cúria Romana, tudo para que "nenhuma denúncia seja ignorada". No pontificado atual foram condenados, religiosos graduados do Chile, Austrália, EUA e outros países.

Certos princípios do catolicismo representado pela Santa Sé, não serão violados. É o caso da confissão pela qual um fiel relata segredos ao padre, num confessionário. Determinou o Papa que a confissão seja mantida em absoluto sigilo. Medidas do Papa, são resultantes da cúpula sobre abuso sexual, que reuniu chefes de conferência episcopal de todo o mundo, no Vaticano.

Cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, analisou as transformações colocadas pela autoridade papal. Salientou que "não só não deve haver clericalismo, nem elitismo entre nós. Dissemos há anos que os padres devem obedecer a certas regras estritas e por que não devem fazê-lo também os bispos e outros na hierarquia eclesiástica? "

 

Fonte: Vaticano
 

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