Livro, um bem pouco lembrado na passagem do dia mundial
Diretora-geral da UNESCO lembra o livro no dia mundial.
23-04-2019 20:12:01 (629 acessos)
"Aliados na difusão da educação, das ciências, da cultura e da informação para todas as partes do mundo". Assim são os livros ao longo dos séculos, muitos como a Bíblia, recordistas em existência e fundamentais à história. No Dia Mundial (190423) foram quase inexistentes as ações de celebração. Mas Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, lembrou.

Disse que a palavra escrita consegue abrir caminho “para o respeito e a compreensão mútua entre as pessoas, independentemente das fronteiras e das diferenças. Nesta época turbulenta, os livros representam a diversidade da genialidade humana, dão forma à riqueza de nossas experiências, transmitem a busca pelo significado e pela expressão que todos nós compartilhamos e que fazem avançar as sociedades”.

Audrey defendeu os livros como meios para valorizar idiomas e culturas. “Cada publicação é criada em uma língua distinta e é dedicada a um público de leitores daquela língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado em um dado contexto linguístico e cultural. Os livros ajudam a unir a humanidade em uma só família, compartilhando um passado, uma história e um patrimônio, a fim de construir um destino comum, onde todas as vozes são ouvidas em um grande coro de aspiração humana.”

Afirmou a dirigente da UNESCO que o papel central da palavra escrita na conservação da riqueza linguística é tema fundamental para os países da ONU em 2019, Ano Internacional das Línguas Indígenas. O período, lembrou Audrey, “é liderado pela UNESCO para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas na preservação de suas culturas, conhecimento e direitos”.

“Este dia oferece uma oportunidade para refletirmos juntos sobre as formas para melhor disseminar a cultura da palavra escrita e permitir seu acesso a todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças”.

Nos Emirados Árabes Unidos, a cidade de Sharjah, passa a ser reconhecida como Capital Mundial do Livro de 2019 a partir da terça-feira, dia 19 de abril. O título reconhece o programa do município Leia, você está em Sharjah, que visa alcançar grupos marginalizados ao oferecer propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social e o respeito.

“Nós nos unimos a Sharjah, a nossos parceiros, à Associação Internacional de Editores, à Federação Internacional de Livrarias e à Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, bem como a toda a comunidade internacional, para celebrar os livros, considerando-os como a representação da criatividade e do desejo de compartilhar ideias e conhecimento, de modo a inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância”, completou Audrey.

 

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