Os erros jurídicos do processo que condenou Jesus Cristo
23-04-2019 12:14:38 (2983 acessos)
Se você encontrar alguém que lhe afirme que conhece muito bem a vida de Jesus Cristo, acautele-se: tanto possível quando provavelmente você está na companhia de algum mendigo da verdade. Pergunte a esse cidadão se poderia lhe dizer quais os erros jurídicos do processo que condenou Jesus Cristo. Jornalista Zair Schuster, analisa documentos.

Se você encontrar alguém que lhe afirme que conhece muito bem a vida de  Jesus Cristo, acautele-se: tanto possível quando provavelmente você está na companhia de algum mendigo da verdade. Pergunte a esse cidadão se poderia lhe dizer quais os erros jurídicos do processo que condenou Jesus Cristo. Ou pergunte qual foi a dama do mundano e corrupto império romano que tentou salvar Jesus da condenação à morte. No caso, Cláudia Purcula, mulher de Pôncio Pilatos.
 
 
Na verdade, não se conhece nem dez por cento da história completa do Nazareno, sobre o qual existem mais de 500 mil documentários, entre os quais "O Túmulo Secreto de Jesus", de Simcha Jacobovici. Jesus é o personagem mais paparicado da história da humanidade, por escritores, artistas plásticos, críticos, pesquisadores e produtores de cinema.
 
 
Há alguns brasileiros nessa história toda. Plinio Salgado, por exemplo, escreveu "A Vida de Jesus", um clássico em três volumes, estudo profundo sobre a vida de Cristo. O nosso Candido Torquato Portinari, deixou na tela traços perfeitos da vida de Cristo: "A Sagrada Família", "Fuga do Egito", "O Batismo", "Transfiguração", entre outras. É claro que não chega ao limite de "Última Ceia", o enigmático e misterioso afresco de Milão, de Leonardo Da Vinci, que inspirou Dan Brown em "O Código Da Vinci".
 
 
Longe de sermos um papa-missas, não é de hoje que nos sentimos atraídos pela personalidade de Jesus Cristo. Talvez, buscando o contraditório, li algumas obras sobre Cristo:"Médico de Homens e de Almas" (Taylor Caldwel); "A Vida de Jesus Cristo" (Ernest Renan); "Jesus Cristo no Egito (Paul Berry), "A Tumba da Familia de Jesus"(Simcha Jacobovici e Charles Peregrino);"Barrabás" (Emery Keseby); "José de Arimatéia" (Frank C. Tribbe), além de Heródoto e Flávius Josepho.
 
 
Se me fosse possível escrever, digamos, um "Diálogo com Jesus", teria como introdução, o julgamento de Cristo, em cujo processo condenatório, ocorreram, pelo menos, cinco erros jurídicos.
 
 
Segundo "Os Grandes Julgamentos da História", se Jesus fosse executado pelo Sinédrio, só o seria no dia seguinte ao da sentença, pois o direito mosaico mandava espaçar a execução. Pilatos, contudo, deu imediata execução à sentença, impedindo que o réu apelasse a Tibério Cesar, o duro e implacável imperador romano.
 
 
Pilatos, pelo direito comparado (execução da pena) com duas testemunhas falsas (culpa jurídica) era o único dos cinco juízes (Anás, Caifás, Sinédrio Pleno, Herodes, Pilatos), que tanto podia condenar ou  absolver Jesus...
 
 
Por fim, veja os cinco erros jurídicos do processo que condenou Jesus:
 
  1. julgamento noturno, contrário às leis hebraica e romana, não dando ao processo publicidade;
  2. conflito de jurisdição: quatro juízes no mesmo processo:
  3. falta de autoridade de Anás só para interrogar Jesus fora do Sinédrio;
  4. erodes, em Jerusalém, não tinha jurisdição sobre Jesus. Só na Galiléia;
  5. testemunhas falsas, aliciadas pelo juízes.
Vai daí que, já naqueles tempos, não foi possível mudar o inexorável curso da história. E assim, crucificaram o "homem de cabelos da cor amêndoa madura, de rosto cheio, muito sereno, de barba espessa, olhar afetuoso e grave, terrível em suas reprimendas, doce e amigável em suas admoestações, e que impõe à humanidade a sua doutrina que inquieta, apavora, resplende, ameniza e produz prodígios.(zair schuster, jornalista, pesquisador da história e historiador).

 

Fonte: Zair Schuster, jornalista e pesquisador
 

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