Países das Américas discutem prevenção da escravidão moderna
Meninas prostitutas em Bangladesh, retrato da escravidao moderna que o mundo deve combater
08-04-2019 00:08:58 (684 acessos)
Atividade invisível que priva de liberdade e faz vítimas mais de 40,3 milhões de pessoas, a "escravidão moderna" foi motivo de uma reunião de representantes dos governos do Brasil, Colômbia, Venezuela, Haiti, República Dominicana, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Pensar políticas públicas foi a preocupação para enfrentar o problema.

Organização Internacional para as Migrações (OIM) promoveu encontros em Brasília e São Paulo. Já coletou informações para elaborar recomendações de fortalecimento de políticas públicas relacionadas de enfrentamento do trabalho forçado, tráfico humano, prostituição e assassinatos.

Polícia Federal (PF), Ministério Público da União (MPU), Ministério Público do Trabalho (MPT), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e Universidade de São Paulo (USP), buscaram elencar fatores de risco e de proteção das vítimas de escravidão moderna, bem como os serviços e equipamentos públicos disponíveis para prevenção, proteção e persecução do delito.

Essas atividades fazem parte do projeto “Análise da dinâmica da escravidão moderna na América Latina e no Caribe a partir da perspectiva britânica”, financiado pelo Reino Unido. Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas no enfrentamento da escravidão moderna em 8 países da América Latina e do Caribe.

A escravidão moderna é um problema invisível que afeta a vida e a

liberdade de milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com

Fundação Walk Free, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e

OIM, cerca de 40,3 milhões de homens, mulheres, meninos e meninas

foram vítimas da escravidão moderna no mundo em 2016,

dos quais 1,9 milhão estão nas Américas.

“Mesas de trabalho como essa são importantes para construirmos momentos de reflexão. Pensar o futuro das políticas públicas de enfrentamento ao tráfico de pessoas e combate ao trabalho escravo é um desafio coletivo, considerando os novos arranjos institucionais no Brasil e a sua correlação com a América Latina e região”. Foi o que disse a colaboradora da ONG Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (ASBRAD), Graziella Rocha.

Além dos encontros em São Paulo e Brasília, estão previstas novas oficinas em março, envolvendo representantes de Colômbia, Costa Rica, Brasil, entre outros países. Querem diagnosticar os cenários existentes e discutir as soluções propostas. Após os encontros, os resultados serão publicados com as recomendações trabalhadas pelo projeto.

 

Fonte:
 

 Não há Comentários para esta notícia

 

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.

Deixe um comentário

knusX