Tônia Carrero, Maria Antonietta de Farias Portocarrero, atriz - Falecimento em 03 de março

Linda, elegante, apesar da enfermidade que sofria (hidrocefalia) há 18 anos, a atriz Tônia Carrero foi sepultada no cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, a cidade onde nasceu.

 

No cinema fez estreia em 1946 e no teatro em 1948, com a peça Um Deus dormiu Lá em Casa, no Teatro Brasileiro de Comédia (São Paulo). Contracenou com Paulo Autran, parceiro de muitos trabalhos. Na televisão fez a última aparição em Senhora do Destino, exibida em 2004.

 

O penúltimo espetáculo que Tônia fez foi A Visita da Velha Senhora, do dramaturgo suíço Friedrich Durrenmatt, com um elenco enorme, para celebrar o fazer teatral com os amigos. “Naquele momento, a gente viu que ela estava com um processo acelerado de andar, movimentação, da fala também”.

 

Após pesquisas e exames, Tônia implantou uma válvula na cabeça que lhe deu sobrevida de mais sete anos, período em que voltou a atuar no teatro, fez cinema e chegou a ganhar prêmios. Após esses anos, a doença voltou com maior força e não foi mais reversível, informou o neto Carlos Thiré.

 

Uma imagem que permanece muito forte para o amigo e ator Ney Latorraca é a de Tônia na passeata contra a censura em 1968, ao lado de atrizes como Eva Wilma, Eva Todor, Norma Bengell, Odete Lara e Cacilda Becker. “Todas de minissaia e com uma faixa enorme dizendo Abaixo a Censura. A Tônia não estava à frente só do tempo dela como atriz, mas como mulher mesmo, moderna, pra frente. Uma bela mulher, e bela como pessoa também. Um pacote genial. Linda. Saudades.”


 
∗  23/08/1922
†  03/março/2018

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