Shinzo Abe, primeiro ministro do Japão - Aniversário em  21 de setembro

Shinzō Abe nasceu em Nagato. Estudou Ciência Política na Universidade de Seikei graduando-se em 1977. Ingressou na carreira política em 1982, seguindo os passos de seu pai Shintaro Abe e avô Kan Abe. Abe foi eleito pela província de Yamaguchi em 1993.

Porta-voz e ministro-chefe do gabinete de Junichiro Koizumi, Abe derrotou Sadakazu Tanigaki e Taro Aso na disputa pela presidência do do Partido Liberal Democrata, em 20 de setembro de 2006, o que lhe garantiu a indicação para o cargo de primeiro-ministro ao fim do mandato de Koizumi. Seis dias depois, Abe foi eleito premiê do Japão, com 339 dos 446 votos na Câmara Baixa e 136 dos 240 na Câmara Alta, além de contar com um apoio popular de quase 70%, mas era considerado por analistas como um político inexperiente. Aos 52 anos, ele seria o mais jovem ocupante do cargo desde a Segunda Guerra Mundial.

Político de perfil conservador, Shinzō Abe tinha como principal objetivo conduzir uma reforma constitucional. Outro desafio do novo premiê no cargo era restabelecer relações com a República Popular da China e a Coreia do Sul, prejudicadas pelas visitas do antecessor Koizumi ao Santuário Yasukuni, em Tóquio, que homenageia mortos da Segunda Guerra Mundial.

Primeiro governo

Em outubro de 2006, Shinzō Abe visitou a China, sua primeira viagem ao exterior como primeiro-ministro e que foi considerada histórica para as relações entre os dois países, e a Coreia do Sul.

Mas seu mandato foi marcado por uma série de escândalos de corrupção política e gafes de seus subordinados. Ainda em dezembro daquele ano, Genichiro Sata, vice-ministro de Reforma Administrativa, renunciou devido a envolvimento em um caso de fraude.

Em janeiro de 2007, Abe teve de ouvir do seu ministro da Defesa, Fumio Kyuma, que o presidente dos Estados Unidos George W. Bush - principal aliado internacional de premiê japonês - tinha se equivocado na Guerra do Iraque. No mesmo mês, o primeiro-ministro teve de repreender o seu ministro da Saúde, Hakuo Yanagisawa, que havia declarado que as mulheres são "máquinas de ter filhos".

Ao completar seis meses no cargo, a popularidade de Abe caiu para 35%.

Após a polêmica defesa ao exército japonês, acusado de recrutar mulheres estrangeiras como escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial, Abe teve de voltar atrás e pedir desculpas. O pedido veio em tempo da visita ao Japão de Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, em abril, que foi considerado um gesto de reaproximação entre os dois países. No mesmo mês, Abe admitiu durante ma entrevista à revista "Newsweek" a responsabilidade do Japão no caso das escravas sexuais.

No fim de abril e início de maio, pela primeira vez como chefe de governo japonês, Abe visitou os Estados Unidos e as tropas japonesas no Kuait.

Também em maio, Abe envolveu-se em uma nova controvérsia com a República Popular da China e a Coreia do Sul, ao despachar uma oferenda floral ao Templo de Yasukuni. E no campo doméstico, Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura demissionário e acusado de envolvimento com a cobrança de comissões de empresas construtoras, cometeu suicídio.

Outro ministro de Estado a renunciar ao cargo foi o ministro da Defesa Fumio Kyuma, devido a polêmica causada por suas declarações, nas quais considerou "inevitáveis" as bombas atômicas lançadas pelos norte-americanos em Hiroshima e Nagasaki no fim da Segunda Guerra Mundial.

Esses casos culminaram com a derrota do PLD nas eleições para o Senado japonês, perdendo para a oposição a maioria na casa. Políticos oposicionistas e alguns correligionários pediram a runúncia de Abe, mas o primeiro-ministro recusou-se a entregar o cargo. No final desse mês, a Câmara dos Representantes norte-americana aprovou uma resolução recomendando que o Japão pedisse oficialmente desculpas reconhecendo a prática de escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial, o que causou irritação em Abe

Em agosto, o premiê japonês exonerou o ministro de Agricultura Norihiko Akagi, por envolvimento em escândalo de corrupção. Em resposta à queda de popularidade do seu governo e à derrota eleitoral sofrida por seu partido no mês anterior, Abe fez uma reformulação no gabinete ministerial.

Em setembro, uma semana após a reforma ministerial, o ministro da Agricultura Tokohiko Endo renunciou ao seu cargo, acusado de corrupção. Enfraquecido, Abe anunciou que renunciaria caso não conseguisse prorrogar a Lei Especial de Medidas Antiterroristas, que expiraria em 1º de novembro de 2007, que entre outras coisas é responsável pela missão japonesa no Afeganistão. Em 12 de setembro de 2007, Abe anunciou sua renuncia ao cargo, por não contar com apoio da população e não conseguir estender a Lei Antiterrorista.

Segundo governo

Após as eleições parlamentares em 16 de dezembro de 2012, o Partido Liberal Democrata conseguiu eleger a maioria da Câmara Baixa da Dieta. Assim, em 26 de dezembro, Abe é reconduzido ao posto de primeiro-ministro.[28][29]

Cultura popular

Na Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Shinzo Abe surpreendeu o mundo, ao fazer um cosplay do famoso personagem dos videogames Super Mario. Sua aparição surpresa fez parte da apresentação de Tóquio, sede das Olimpíadas de 2020.

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